Consciência negra pelas ondas do rádio e na voz das crianças

Menina apresenta programa de rádio e faz série sobre consciência negra.

Ruth Martins tem onze anos. Estuda na Escola Municipal Monteiro Lobato, em Nova Iguaçu. Gosta muito da escola, de conhecer coisas novas e de fazer novos amigos. Mas o que mais curte é o programa de rádio que apresenta na programação digital da Rádio Escola FM, um projeto que surgiu da necessidade de criar espaços na mídia para o protagonismo e empreendedorismo infantojuvenil. Um dos quadros que produz chama-se Lugar de fala. Por meio de entrevistas e reflexões autorais, ela traz o seu olhar para diversos temas. Por conta do Dia da Consciência Negra, Ruth, inclusive, fez uma série especial tratando do assunto. Confira, abaixo, algumas produções.

O sucesso foi tão grande que no dia 30 de novembro, ela fará uma performance na escola Monteiro Lobato. Ao lado dela, sua mãe, Jô Milagres, e sua irmã, Rebeca Martins. Ambas também produzem programas para a rádio. “Tudo começou no início da pandemia. Ruth e Rebeca resolveram fazer um curso da Rádio Escola FM. Aprenderam as técnicas e a arte do rádio e se apaixonaram. Foram então convidadas pelo coordenador da escola e radialista Jorge Luiz Moreno”, explica Jô Milagres, que também apresenta o programa Nossas Crias, em que fala sobre as dores e as delícias da relação entre pais e filhos. Rebeca fica à frente do programa Anime-se, sobre mangás.

A Rádio Escola FM tem o objetivo de apresentar o veiculo rádio para as novas gerações. A proposta, segundo o coordenador, é colaborar com a escola e a família no desenvolvimento de aptidões socioemocionais de crianças e adolescentes utilizando para isto ferramentas de produção textual, rádio e podcast. No dia a dia, crianças e jovens aprendem na prática a criar e produzir programas de rádio e podcast e a gerenciar uma radio web. O curso tem a duração de seis meses.

Ruth, Rebeca e, abaixo, Moreno, coordenador e fundador da escola.

“Hoje a Ruth e a Rebeca são as coordenadoras da Escola FM. Pela primeira vez, isso acontece. E é muito bom. Elas fazem da locução à edição. São minhas discípulas e vão ensinar para outras crianças o mundo do rádio, gerando assim novas audiências e despertando outros talentos”, destaca Jorge Luiz Moreno.

Quer saber mais? Acesse o site da rádio

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