Toque de recolher nas cidades


Por Marcus Tavares

Toque de recolher de crianças e jovens. A medida já foi tomada em várias cidades do interior do país com o objetivo de reduzir o envolvimento de meninos e meninas com a criminalidade, violência e o próprio tráfico de drogas. Em linhas gerais, juízes determinam que a garotada, a partir de certa hora, só pode estar na rua na companhia de um responsável. Em algumas regiões, como Fernandópolis, em São Paulo, os resultados são positivos, fato que vem disseminando a prática pelo resto do Brasil.

Por outro lado, também cresce a cada dia o número de juízes e instituições que se coloca contra as orientações. O grupo afirma que as decisões são inconstitucionais, pois ferem o direito de ir e vir, não resolvem o problema da violência, apenas o disfarça, e podem servir, inclusive, de instrumento para criminalizar e perseguir crianças e jovens. As colocações são contundentes. Não há como discordar. Em vez de os órgãos de Estado coibirem energicamente a violência e todas as suas implicações, opta-se por retirar das ruas as crianças e os adolescentes. Uma medida certamente mais fácil.

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Mas o que mais me intriga é de que crianças e adolescentes os dois lados da discussão estão se referindo? Das que pertencem às classes mais favorecidas e que, portanto, vivem, minimamente, protegidas por uma estrutura familiar? Ou daquelas que vivem mendigando e ao relento, presas fáceis da criminalidade? Para cada resposta, acredito que certamente haverá uma opinião diferente da sociedade. O que fazer? Triste é termos chegado nesta situação.

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