O cone da aprendizagem

Equipe revistapontocom

Como ensinar crianças e jovens do século XXI? Como fazer com que aqueles conteúdos que julgamos ser importantes sejam compreendidos e assimilados? Como estabelecer o ensino e a aprendizagem neste mundo instantâneo, audiovisual e digital? Questionamentos que têm levado muitos professores e educadores a refletir.

Na semana passada, durante o 21º Congresso de Educação do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo, uma mesa redonda sobre o tema foi realizada. Sob o tema Desafios para a formação/atuação do docente face às tecnologias de informação e comunicação, a discussão reuniu a professora Stela Bertholo Piconez, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), a professora Maria de Fátima Abdalla, segunda-secretária nacional da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (AnfoPe), e Marcus Tavares, doutorando em Educação pela PUC-Rio e editor da revistapontocom.

Maria de Fátima Abdalla falou sobre a necessidade de se integrar as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) à sala de aula de modo a criar condições de acesso e oportunizar novas formas de ação e emancipação humana. Marcus Tavares apresentou vídeos e alguns produzidos por estudantes, ressaltando o lugar que o entretenimento ocupa no dia a dia da sociedade e, portanto, dos alunos. Fez uma análise da atual geração de crianças e jovens, problematizando o papel da escola e do professor no trabalho com e a partir da mídia.

Já a professora Stela Bertholo Piconez destacou de que forma o cérebro humano aprende. Ela citou o estudo de outro professor, Edgar Dale, que, em 1969, por meio de pesquisas, dizia que depois de duas semanas, o cérebro humano lembra 10% do que leu; 20% do que ouviu; 30% do que viu; 50% do que viu e ouviu; 70% do que disse em uma conversa/debate; e 90% do que vivenciou a partir de sua prática. O estudo ficou conhecido pelo nome The cone of learning.

Embora antigo, o levantamento do professor chamou a atenção do público, pois pesquisas recentes revelam exatamente que quando o aluno é chamado a participar — de forma ativa — ele compreende, aprende mais. Os palestrantes deixaram claro que não é preciso transformar a sala de aula num grande espetáculo e ou utilizar toda a parafernália tecnológica que está à disposição da escola — embora seja muitas vezes útil e interessante – para obter sucesso no processo de ensino aprendizagem. Pelo contrário, é oportunizar a participação do aluno, a sua voz e vez.

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