Pesquisas na era digital: podcast explica os cuidados e os desafios

Produção do LEME, USP.

O que é uma fonte histórica? Como historiadores as acessam e quais os principais cuidados metodológicos no manuseio delas? Qual é o impacto da era digital na pesquisa? Essas são algumas questões do novo episódio do podcast Estudos Medievais, produção do Laboratório de Estudos Medievais (Leme) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

“Independente das teorias, dos métodos e do período que o historiador escolhe para seu trabalho, a fonte histórica é o material basilar e essencial do seu estudo. Sem as fontes, não há história como campo científico”, inicia o episódio. “As fontes não são meros relatos sobre eventos, mas vestígios por meio dos quais o historiador retira dados sobre as sociedades de outros períodos.” A partir dessa questão, os pesquisadores falam sobre o que é considerado fonte, desde um registro de contabilidade até um caco de cerâmica.

Os pesquisadores também falam sobre como a digitalização trouxe maior facilidade para acessar os documentos históricos, já que é possível consultá-los em sites de bibliotecas e arquivos que digitalizam seus acervos, e quais são as implicações teóricas e metodológicas dessa passagem.
“O acesso contribui imensamente para a democratização da pesquisa e hoje é possível fazer uma pesquisa de alto nível sem sair de casa”, destaca Carvalho.

Eles ainda explicam sobre as implicações metodológicas na análise das fontes. Por exemplo, como as tecnologias digitais que envolvem fontes manuscritas tornaram o processo de análise muito mais rápido e sem possibilidade de erro, já que antes o historiador precisava fazer a transcrição de forma manual.

O material está disponível no streaming de podcast Spotify neste link ou na página do Guia Medieval. Para comentar estes temas em cerca de 50 minutos de áudio, participam Vinicius Marino Carvalho, doutorando em História Econômica pela USP, e Thiago Juarez Ribeiro da Silva, professor de História Antiga e Medieval na Universidade de Brasília (UnB); a mediação é feita por Eric Cyon Rodrigues, todos pesquisadores do Laboratório de Estudos Medievais.

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