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Esse Rio é Meu: escola na Gávea investe no protagonismo das crianças para repensar práticas sustentáveis de preservação do Rio Rainha

Coordenadora pedagógica, Ana Cristina Paranhos, conta detalhes.

Por Marcus Tavares

Um dos desafios de qualquer escola é dar conta dos conteúdos das diversas áreas de conhecimento. Não há conteúdo mais importante do que o outro. Quem é professor sabe disso. Propostas de interdisciplinaridade e de metodologias ativas vêm auxiliando e colaborando para o dia a dia das unidades escolares, reforçando que o foco não está no ensino, mas na aprendizagem.

É desta forma que a Escola Municipal Artur Ramos, localizada na Gávea, Zona Sul do Rio, logo no início deste ano letivo, procurou incorporar o programa Esse Rio é Meu no planejamento. “O Projeto Político Anual (PPA) de nossa escola já tinha sido elaborado quando chegou o programa Esse Rio é Meu em nossa unidade. Uma das temáticas do PPA era justamente a sustentabilidade. Portanto, o Esse Rio é Meu veio ao encontro do nosso planejamento”, explica a coordenadora pedagógica Ana Cristina Paranhos.

O programa Esse Rio é Meu é desenvolvido em conjunto pela Secretaria Municipal de Educação e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Prefeitura do Rio, em parceria com a oscip planetapontocom e a concessionária Águas do Rio – patrocinadora do programa. O objetivo do programa é engajar escolas na recuperação e preservação dos rios. Cada grupo de escolas da rede pública de ensino do Rio ficou responsável por desenvolver ações em torno de um dos corpos hídricos da cidade. A Escola Municipal Artur Ramos vem trabalhando com o Rio Rainha.

De acordo com Ana Cristina, a equipe de professores foi bem ágil e contundente ao elaborar um planejamento que contemplasse as ações do Esse Rio é Meu dialogando com o trabalho inicialmente previsto para o ano letivo. “Após algumas breves reuniões, conseguimos incluir o programa dentro do Planejamento da Unidade Escolar. Não foi difícil e, inclusive, serviu para estimular a criatividade da equipe como um todo”, comemora, ao lado da professora articuladora do programa na unidade, Paula de Miranda.

Que digam os estudantes da Educação Infantil aos anos iniciais do Ensino Fundamental. Como protagonistas do seu próprio processo de constituição de conhecimentos e valores, os alunos foram instigados, num primeiro momento, a conhecer um pouco da história do Rio Rainha e ver de perto o córrego. Pesquisas sobre o rio foram realizadas, produção textual, confecção de um grande mural, bem como uma edição especial do telejornal da unidade, chamado Dente de Leite.

“Em nossa prática docente, o aluno é personagem principal e o maior responsável pelo processo de aprendizado. Elaborando perguntas, desenhando, trocando conhecimento entre os seus pares dentro da escola e na comunidade escolar, instigamos a sua participação e, consequentemente, aprendizado”, explica Ana Cristina.

Na outra ponta, os pais e responsáveis dos estudantes também estão atentos ao projeto. Logo quando o ano letivo foi iniciado, a escola fez questão de avisá-los sobre o programa. Gostaram da proposta, pois, de certa forma, se sentiram incluídos nas discussões, já que o rio está ligado à história do bairro e da comunidade, embora muitos moradores ainda desconhecem a existência do córrego. O rio aparece e desaparece várias vezes, pois em alguns trechos está canalizado. O Rainha nasce na Ponta das Andorinhas, um dos picos da Serra da Carioca, no Maciço da Tijuca, corta a Gávea paralelo à Marques de São Vicente, a principal rua do bairro, e deságua no canal da avenida Visconde de Albuquerque, no Leblon.

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