Exposição Caminhos da Independência em cartaz na Biblioteca Nacional

Já está em cartaz, na Biblioteca Nacional, a exposição “Caminhos da Independência, 1822-2022: 200 anos de Brasil”, em comemoração ao bicentenário da Independência do Brasil. A mostra que conta com peças originais traz a curadoria do historiador e professor Edgard Leite, professor titular da UERJ e da UNIRIO, além de presidente da Academia Brasileira de Filosofia (ABF).

Confira aqui a exposição virtual

A concepção da exposição, de acordo com Edgard Leite, é o processo da independência do Brasil, que reflete a junção de interesses portugueses e interesses locais, que acabaram favorecendo a emancipação política do Brasil. A pesquisa foi baseada em determinados eixos temáticos e, portanto, direcionada a temas específicos referentes à Independência do Brasil em seu contexto, e realizada a partir do acervo digital da Fundação Biblioteca Nacional – BN Digital, se estendendo ao acervo de objetos e documentos, textos e imagens, possibilitados a partir do conhecimento técnico da equipe especializada da instituição, orientados especialmente por Mônica Carneiro, Coordenadora de Acervos Especiais.

A exposição é composta por peças do acervo da Biblioteca Nacional do Brasil que dizem respeito ao processo de Independência, compreendida dentro de um contexto histórico mais amplo, iniciando no período colonial, passando pelo período da Revolução do Porto, a vinda da família Real Portuguesa para terras brasileiras, o processo de independência propriamente dito e o período posterior à emancipação política até 1838. A exposição conta com gravuras, livros e documentos, até cortes importantes de textos que estão impressos e fazem parte do acervo da Fundação.

A mensagem que o evento pretende passar com a exposição, de acordo com o curador, é que, mesmo antes do advento, o país já possuía um germe de identidade nacional que se mantém e se desenvolve, e que a independência ocorreu de maneira muito sábia e equilibrada, já que as lideranças políticas brasileiras, em comum acordo com o príncipe Dom Pedro I, conseguiram consolidá-la com o mínimo de danos para a sociedade como um todo, diferente de países da América Hispânica, que sofreram com guerras civis sangrentas.

Ainda de acordo com Edgard Leite, o Brasil é um país jovem que está em construção, ainda com muitos desafios na consolidação de sua identidade e definição de seus objetivos centrais, o que o torna um país singular. Para o curador, a nação ainda precisa amadurecer, para que seja possível mostrar sua originalidade e o que ela traz ao mundo. O Brasil, conclui, ainda será uma grande nação, capaz de dar o exemplo ao mundo, a partir de sua riqueza natural e da riqueza do seu povo.

A exposição “Caminhos da Independência”, realizada pela Fundação Biblioteca Nacional no ano do bicentenário de sua Independência, é uma iniciativa ímpar. Conforme disse o historiador e curador do evento, “o que se produz hoje ficará como uma reflexão importante para as próximas comemorações da independência do Brasil”.

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