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Escola Municipal Edmundo Lins: programa Esse Rio é Meu traz experimentos e aprendizados para entender a importância da preservação dos rios

Participação de todos é essencial.

Por Marcus Tavares

Desde o início do ano, a Escola Municipal Edmundo Lins, localizada em Ramos, Zona Norte do Rio, vem investindo em atividades de pesquisa e experimentos para que os 30 estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental compreendam a importância da proteção dos recursos hídricos da cidade. Participando do programa Esse Rio é Meu, a equipe da escola estabeleceu uma série de objetivos.

O programa Esse Rio é Meu é desenvolvido em conjunto pela Secretaria Municipal de Educação e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Prefeitura do Rio, em parceria com a oscip planetapontocom e a concessionária Águas do Rio – patrocinadora do programa. O objetivo do programa é engajar escolas na recuperação e preservação dos rios. Cada grupo de escolas da rede pública de ensino do Rio ficou responsável por desenvolver ações em torno de um dos corpos hídricos da cidade.

“Desenvolver hábitos de proteção aos recursos hídricos e compreender a importância de obter água de boa qualidade. Compreender a localização da sub-bacia do rio de interesse (rio Ramos) e sua importância geográfica na cidade. Construir modelos para estudar o processo de assoreamento e identificar suas causas. Observar o processo de assoreamento nos rios comparando com modelos intocados. Proposição de soluções para reverter a situação do Rio Ramos. E atuar no entorno do rio para reverter a qualidade da água sensibilizando a comunidade do entorno desenvolvendo as ações previamente planejadas”, explica Eduardo Meirelles Azzam, que atua como professor de estudo orientado e roda de leitura.

Com o apoio da direção da escola, Eric Moritz e Juliana Lotufo; da coordenadora pedagógica, Bianca Machado; e também da professora regente Janaína Montal, inicialmente foram propostas aulas expositivas com o objetivo de os estudantes compreenderem o significado e a importância da cobertura vegetal, das matas ciliares das encostas, do ciclo hidrológico natural e urbano da água.

Neste período, também foi realizada uma aula conceitual apresentando os conceitos básicos em hidrografia e características da hidrografia da Cidade do Rio de Janeiro, abordando a localização geográfica e função do rio Ramos para a turma envolvida no projeto. Neste encontro, priorizou-se a sensibilização dos educandos a fim de se engajarem nas ações propostas. Os discentes se mostraram bastante motivados a participarem e se surpreenderam com a desconstrução do termo “valão” e sua substituição por rio de drenagem e escoamento.

Em seguida foram propostas atividades sobre a função e o efeito das matas ciliares no entorno dos rios e o impacto do despejo de resíduos sólidos sobre o leito do rio. Até esse momento, os alunos realizaram algumas propostas práticas de intervenção com o objetivo de agir sobre o assoreamento de um rio.  “Fizemos experimentos sobre desgaste do solo e assoreamento dos rios, com a utilização de garrafas pet, caixa de sapato, argila (barro) e sementes de alpiste”, explica Eduardo.

Os estudantes também foram a campo. Visitaram o trecho do rio Ramos que fica próximo à escola. Na região, fixaram cartazes produzidos por eles com o objetivo de sensibilizar a comunidade do entorno para preservar o rio, não jogando lixo e revertendo assim a qualidade da água.

Os experimentos sobre o processo de assoreamento na escola e a visita técnica serviram como um contraponto e ajudaram as crianças a compreenderem ainda mais a função da preservação do rio e de seu entorno. “E a partir daí, surgiram diferentes sugestões de ações para amenizar a degradação do leito. Alguns alunos sugeriram fazer uma campanha na comunidade do entorno do rio para alertar sobre o despejo de lixo em suas águas. Propus a elaboração de placas de alerta com as tampas de papelão das caixas usadas no experimento. Elas poderiam trazer frases de efeito para sensibilizar a comunidade”, acrescenta Eduardo.

Acompanhado dos professores da escola, os alunos retornaram ao rio Ramos, no ponto mais crítico em relação ao despejo de lixo, localizado na altura da Rua André Pinto. Lá, fixaram as placas e chamaram a atenção dos transeuntes para os avisos das placas. “Percebemos que a ação de cuidado com o rio teve forte adesão da população local, que se encantou com a atividade de campo e demonstrou apoio à iniciativa. Houve também engajamento das famílias para a execução, bem-sucedida, da ação. Isso nos leva a inferir que uma política de educação ambiental mais ativa, associada a uma ação de reurbanização do entorno desses rios, pode ter um impacto bastante positivo e forte adesão da comunidade local. O projeto ratifica que educar é possibilitar que os estudantes atuem como agentes de transformação do espaço”, finaliza.

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Nelson Reis
9 meses atrás

Maravilha ver os olhares para os corpos hídricos com os objetivos da buscas de melhorias das qualidades e quantidades de suas águas.

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