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Esse Rio é Meu: estudantes da Escola Municipal Ema Negrão de Lima criam jornal para divulgar programa e conscientizar a comunidade

Estratégia possibilitou o debate em toda a unidade escolar.

Por Marcus Tavares

Qual é o valor de uma boa comunicação? De um jornal que tem o objetivo de ser fidedigno e que está comprometido com informações de interesse público? As estudantes do 5º ano da Escola Municipal Ema Negrão de Lima, localizada em Manguinhos, Zona Norte do Rio, vêm aprendendo na prática que os meios de comunicação são linguagens poderosas na construção de um mundo melhor e que fazem diferença.

O Jornal da Ema surgiu do desejo das estudantes de denunciarem aos seus colegas da escola o estado de abandono do Rio Manguinhos que passa perto da unidade. Como boa parte dos discentes, por motivo de segurança, não poderia visitar in loco o córrego, o jornal, por meio de texto e imagem, divulgaria o caso e despertaria o desejo de recuperar o rio.

“Fui procurada pelas meninas Sibelle Silva e Yanna Ascheley, da turma 1503, que já pensavam em implantar um jornal na unidade com objetivo de informar, entreter e estimular a leitura, principalmente durante o tempo ocioso após o lanche. O programa Esse Rio é Meu acabou reforçando a proposta que logo saiu do papel”, explica a coordenadora pedagógica, Aline Café Moreira Baraúna Costa.

O programa Esse Rio é Meu é desenvolvido em conjunto pela Secretaria Municipal de Educação e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Prefeitura do Rio, em parceria com a oscip planetapontocom e a concessionária Águas do Rio – patrocinadora do programa. O objetivo do programa é engajar escolas na recuperação e preservação dos rios. Cada grupo de escolas da rede pública de ensino do Rio ficou responsável por desenvolver ações em torno de um dos corpos hídricos da cidade.

O primeiro número saiu no mês de junho e a cada quinze dias uma nova edição é produzida. As estudantes fazem de tudo um pouco, da pré-produção, pensando nas pautas, até a etapa de divulgação do produto final, passando, é claro, pela entrevista, digitação do texto e a bateria de fotos.

O jornal é impresso no formato A4, mas também um formato ampliado que é pendurado na entrada da escola e no corredor principal, numa espécie de varal de comunicação. Ainda há a versão digital, socializada e compartilhada no grupo dos WhatsApp dos professores e responsáveis. A coordenação faz a diagramação, impressão da edição aumentada e revisão do texto junto com as alunas.

“O projeto tem contribuído principalmente no estímulo à leitura por parte dos alunos – um grande nó – e no desenvolvimento de uma consciência ambiental, ajudando a população no pensar coletivamente, pois notamos que essa geração se preocupa muito com o hoje, com o agora, mas acha que a sua participação enquanto cidadão impacta muito pouco nos problemas ambientais existentes, o que é um erro”, conta Aline.

Segundo a professora, os demais docentes estimulam a participação das alunas e ajudam na construção de algumas pautas. Inclusive outras turmas quando souberam do projeto demonstraram interesse em colaborar. “E depois da edição do jornal sobre o rio, muitos alunos que antes nem sabiam que ali passava um rio começaram a se interessar sobre o tema. O grêmio estudantil iniciou, inclusive, a realização de uma série pílulas audiovisuais abordando a questão. Os vídeos viralizaram nos grupos de WhatsApp dos responsáveis”, finaliza.

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Dorrit Harazim
Dorrit Harazim
7 meses atrás

? Parabéns às repórteres Sibelle Silva e Yanna Ascheley! A ideia de publicar em versão papel , com exposição em varal, valorizou muito a edição.

Sibelle Silva
Sibelle Silva
Reply to  Dorrit Harazim
6 meses atrás

Muito obrigada!?

Dorrit Harazim
Dorrit Harazim
7 meses atrás

Parabéns às repórteres Sibelle Silva e Yanna Ascheley. E que ideia magnífica imprimir o jornal em formato ampliado para exposição em varal.

Sérgio Abranches
7 meses atrás

Que ótima iniciativa! Parabéns à garotada da escola Ema Negrão de Lima! Comunicar e preservar é tido de bom

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