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Esse Rio é Meu: professor e estudantes investem tempo e estudo na recuperação de dois rios próximos ao CIEP Darcy Ribeiro

Roberto Lucio explica o planejamento traçado para este ano.

Por Marcus Tavares

2024 está sendo bem especial para o professor Roberto Lucio. No início deste ano ele soube que a unidade escolar em que trabalha, CIEP Professor Darcy Ribeiro, localizado em Campo Grande, iria participar do Programa Esse Rio é Meu. Feliz coincidência, afinal, a causa da água já fazia parte das aulas e de alguns projetos do Roberto. “Comecei a minha atividade profissional trabalhando num projeto de meio ambiente, do antigo Jornal do Brasil em parceria com a Petrobras, lá na década de 1980. Entre 2005 e 2007, tive também a oportunidade de atuar na Ambev na área de meio ambiente que envolvia a Estação de Tratamento de efluentes. Então, sempre estive ligado ao tema da água e procurei trazer essa discussão para a sala de aula quando ingressei na rede pública de ensino. Nesta caminhada pude conhecer muitas pessoas que agora poderão, inclusive, nos ajudar no programa Esse Rio é Meu”, destaca.

O programa Esse Rio é Meu é desenvolvido em conjunto pela Secretaria Municipal de Educação e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Prefeitura do Rio, em parceria com a oscip planetapontocom e a concessionária Águas do Rio – patrocinadora do programa. O objetivo do programa é engajar escolas na recuperação e preservação dos rios. Cada grupo de escolas da rede pública de ensino do Rio ficou responsável por desenvolver ações em torno de um dos corpos hídricos da cidade.

Coube ao CIEP, o trabalho com dois rios: o Canal do Melo e o Rio do A. De acordo com Roberto, professor do Ensino Fundamental – anos iniciais, o programa foi recebido com enorme expectativa por toda a escola já que abre um enorme leque de possibilidades pedagógicas e de ações efetivas. “Para este ano, já agendamos uma visita à Estação de Tratamento de Águas do Guandu com as turmas de 6° ano da escola para o próximo mês de maio. Em paralelo, estou preparando uma matéria sobre a construção da Nova Estação de Tratamento de Água do Guandu que irá aumentar a capacidade de tratamento de água para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro”, adianta.

Roberto está com tudo planejado. A metodologia de trabalho da escola está dividida em algumas etapas. São elas: a) Localização do espaço geográfico da escola e dos rios que a cercam; b) Estudo da hidrografia da Zona Oeste; c) Levantamento dos locais onde estão localizadas as nascentes desses rios; e d)  Identificação das possibilidades de mobilização com entidades locais para reduzir a descarga de lixo urbano nos canais.

“E como se trata de um tema transversal, já começamos também a trabalhar as diversas formas de produção de texto verbal e não verbal, como cartazes, fotografias e vídeos, além de medidas de comprimento, volume, massa, área e perímetro e dos conceitos de ciências associados ao tema. E o que é bem legal também: estamos reativando o laboratório da escola, o que nos possibilitará no futuro algumas análises locais. Vamos fazer esse programa dar certo. Acredito na seriedade do trabalho. Vamos colocar todo o nosso ânimo nisso, disposição e expertise. Porém sabemos que também o poder público precisa fazer a sua parte”, reitera.

Nas últimas semanas, o professor já trabalho com a turma a identificação dos rios próximos da escola via Google Maps. Na sequência, realizaram uma visita técnica a um trecho do Rio do A.

“Estamos com uma proposta simples, mas bem interessante: instalar uma grade no curso do rio para que possamos fazer um plantio de espécies com alta retenção de matéria orgânica. O trecho do rio, após esse “filtro verde”, terá uma água bem mais limpa e com maior índice de oxigênio dissolvido. É uma experiência já consagrada. O problema é que algumas espécies se multiplicam muito rápido e exigem uma retirada periódica do excesso e que são inclusive uma excelente opção para compostagem. No entanto, esse processo exige a colaboração de órgãos como a Comlurb na manutenção desses filtros. Vamos em frente, quem sabe né?”, finaliza.

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Nelson Reis
21 dias atrás

Vamos em frente Prof. Roberto Lúcio, inclusive busque apoios do Comitê de Bacias Hidrográficas do Guandu para algumas de suas ações.

Islei Salloker
Islei Salloker
1 mês atrás

Maravilhosa iniciativa. Uma maratona se inicia com “um passo” . Sigam firmes e confiantes.

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