Polêmica do outro lado do mundo

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A Assembleia Legislativa de Tokyo quer restringir a venda de revistas em quadrinhos  e desenhos animados – mangás e animes – com cenas de sexo que mostram personagens que aparentam ser menores de idade.  Na animação e no mangá, símbolos por excelência da cultura pop do Japão, é comum mostrar meninas de aparência pueril com minissaias sugestivas e grandes decotes, em histórias que frequentemente têm uma carga sexual mais ou menos velada. Mas críticos e fãs falam em “censura” e consideram que iniciativa tem definições muito vagas sobre “menor de idade em ficção”.

Se a proposta for aprovada, os personagens terão que demonstrar claramente que são maiores de 20 anos de idade, por meio de roupas, acessórios, vozes e cenários onde aparecem. Um grupo de desenhistas organizou um protesto, para este sábado, dia 20 de março, em frente à Assembleia Legislativa de Tokyo.

Para a profissional Machiko Satonaka, a proposta fere a “liberdade de expressão” e diz respeito a “interpretações variadas”, o que permitiria ao governo “regular personagens de quadrinhos que não fazem mal algum”.

Criador da série Ashita Joe, mangá de bastante sucesso no Japão, Tetsuya Chiba disse que tem “visto casos em que a cultura japonesa se perdeu por causa de leis. Queremos que os leitores decidam as regras e não o governo”, destacou.

A proposta sobre mangás e animes está incluída na revisão de uma legislação mais ampla que pretende proteger “o desenvolvimento saudável dos jovens” e que pode, inclusive, limitar alguns conteúdos da internet dirigidos a menores de idade.

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