O Gorila Zumbi

Nova história do estudante Artur Melo, 9 anos.

Por Artur Melo, 10 anos
A
luno do 5º ano do Ensino Fundamental, da Escola Sá Pereira

Um dia, numa noite tenebrosa, raios e trovões aterrorizavam o céu. Em um cemitério, um gorila zumbi saiu do túmulo, ele era horrível. Partes do seu corpo eram sem pele, e isso fazia aparecer os seus ossos. Tinha cicatrizes espalhadas pelo corpo todo, sem contar o sangue que saia pelo nariz, boca, olhos e orelhas.

Neste dia, ele estava escalando a parede do cemitério, já era cerca de uma da manhã, quando avistou na rua escura um pobre trabalhador, que estava cansado, pegando o rumo de casa. O gorila não achou o homem tão apetitoso, porque era tão magro, mas tão magro, que não seria tão saboroso… Seu prato preferido era uma pessoa nem tão magra, nem tão gorda, nem tão alta, nem muito baixa, ele gostava das pessoas razoáveis, sem nenhum tipo de exagero. Mas, o mais importante, o coração precisava ser grande, bem grande – não era grande de bondade, bondade era uma coisa que não interessava a ele, era grande de tamanho mesmo. Além de gostoso, o gorila se sentia mais cheio de energia cada vez que deliciava um coração fresquinho, deve ser porque o coração é um órgão que pulsa sem parar, e enquanto pulsa estamos vivos, mas se parar… É isso! Cada coração comido o gorila zumbi se sentia mais vivo.

Bem, o fato é que, depois de escalar o muro, ele foi às pressas atrás do trabalhador, mesmo magricelo, era o que tinha e, em menos de cinco segundos o coração dele, que era bem grande até, de tamanho e de bondade, já estava dentro da barriga do zumbi, que voltou a dormir tranquilamente em seu túmulo. E assim acontece em todas as noites tenebrosas como aquela.

Esse aí, queridos leitores, tem muitos corações, mas é como se não tivesse nenhum…

Categorias

Arquivos

Tags

Você pode gostar