Um caso, tristemente, misterioso

Nova história do menino Artur Melo. Confira.

Por Artur Melo, 10 anos
Aluno do 5º ano do Ensino Fundamental, da Escola Sá Pereira

Quem irá contar essa história será o detetive Artur…

Fui convidado por um velho amigo para um jantar. Era um jantar em comemoração a sua nova casa. Tudo aconteceu no dia 14 de dezembro. Lá chegando, meu querido amigo e sua esposa foram me receber. A casa era realmente muito bonita, digna de uma inauguração. O problema é que mesmo com toda aquela beleza e amizade, eu estava sentindo algo ruim no ar. Seria meu faro de detetive?

Não fiz nada, preferi simplesmente me sentar, depois de cumprimentar a todos. Logo o jantar foi servido. Não demorou muito, escutei um barulho: a porta estava espatifada no chão. Foi um susto daqueles. Coloquei uma das mãos na minha arma que estava na cintura e num piscar de olhos dois mascarados entraram na sala de estar.

O de pistola rendeu meu amigo – reparei que tinha uma tatuagem de estrela na mão – e o outro, de escopeta, ficou dando cobertura. Então, não podia fazer nada, Só lamentar não ter dado importância ao meu faro, sabia que meu amigo morreria se eu sacasse a arma. Neste momento, o bandido falou:

– Quero todo o dinheiro!
– Está bem, está bem!! O cofre está embaixo do piso da cozinha, pode pegar, respondeu meu amigo.

O bandido da escopeta foi até lá e pegou o dinheiro. Os ladrões saíram correndo com a grana. Nessa hora, fui atrás deles e dei uns disparos no carro em que fugiam. Um acertou a roda, mas mesmo assim conseguiram escapar.

No dia seguinte, fui falar com meus parceiros, João e Pietro. Contei que um dos bandidos tinha uma estrela tatuada na mão direita, como a de João. Isso mesmo, do meu parceiro João. Eles não se animaram muito, falaram que era um caso normal, que acontece toda hora, que não valia a pena investigar. Naquele momento, não liguei os fatos.

Em casa, fiquei pensando bastante sobre aquilo tudo e foi aí que comecei a refletir:

– João tem uma estrela igual a de um dos bandidos… E, também, eles nunca recusariam uma investigação, ainda mais uma que eu tivesse apresentado.Seriam eles os bandidos?

Não estava querendo acreditar que meus parceiros me traíram e, pior ainda, que eram os ladrões. Mas não tinha a prova concreta. Dois dias depois, falei que não poderia investigar o caso. Mas era só um plano. Fui para o meu escritório. Cheguei silenciosamente e escutei os traíras bolando outro assalto. Eu estava ali, com minha arma e minhas algemas… Pronto!

E aí, leitores, o que vocês acham que o detetive Artur deve fazer? Prender seus velhos companheiros ou poupá-los? O que faz com que as pessoas roubem outras pessoas? Ou traiam os seus companheiros? É difícil encontrar respostas para essas perguntas, mesmo para um detetive experiente como o Artur.

Alguém pode dar uma boa pista?

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