Kit anti-homofobia: censurado

Dilma Roussef proibiu a campanha do MEC contra a homofobia. De acordo com a presidente, os vídeos faziam propagandas de opções sexuais. Assista e opine.

Você já ouviu falar sobre a campanha Escola sem Homofobia? Trata-se de um projeto que, no âmbito do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (PNPCDH-LGBT), reúne um conjunto de diretrizes elaboradas pela Secretaria de Direitos Humanos. O objetivo é promover a cidadania e os direitos humanos da comunidade LGBT. No entanto, a proposta, que conta com o apoio do Ministério da Educação, vem causando polêmica desde o ano passado e, nesta semana, ganhou as manchetes da mídia ao ser vetada pela presidente Dilma Roussef.

Dilma afirma ter assistido a trechos de um dos vídeos que integra o chamado kit anti-homofobia, que estava aguardando a aprovação final do MEC para ser enviado para seis mil escolas públicas de Ensino Médio do país no segundo semestre deste ano.  “O Governo defende a educação e também a luta contra as práticas homofóbicas. No entanto, não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais”.

Produzido pela ONG ECOS – Comunicação em Sexualidade, o kit é composto por um caderno, uma série de seis boletins, cartaz e três audiovisuais e dois DVDs com seus respectivos guias.  Em seu site, a instituição afirma que o kit é formado pelas seguintes obras: DVDs – Medo de quê? e Boneca na Mochilha; e os audiovisuais – Torpedo, Encontrando Bianca e Probabilidade.

Assista aos vídeos e dê a sua opinião:

De acordo com o MEC, os professores é que decidiriam se os vídeos seriam mostrados aos alunos do Ensino Médio – com idades entre 15 e 17 anos. Ao tomar conhecimento da decisão da presidente, o Ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que os vídeos poderão ser refeitos. A campanha do MEC contra a homofobia já custou aos cofres públicos R$ 1,8 milhão.

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