Troca de saberes

Escolas abrem suas portas para a comunidade.

Da redação da revistapontocom, com colaboração de Roan Saraiva

Nas últimas semanas, as duas escolas do projeto Nave (Núcleo Avançado em Educação), uma localizada em Recife (Escola Técnica Estadual Cícero Dias) e outra no Rio (Colégio Estadual José Leite Lopes), abriram as portas para compartilhar suas práticas com educadores, pais, responsáveis e estudantes de outras escolas da rede pública e privada. Intitulado de Nave de Portas Abertas, o evento contou com a presença dos gestores do projeto: o Instituo Oi Futuro e as respectivas secretarias estaduais de Educação. Em ambas as escolas, foi lançada a primeira edição da Revista Nave – inspirações para novas práticas. A publicação reúne artigos produzidos pelos professores das duas unidades que, divididos em times de pesquisa, desenvolvem durante o ano uma reflexão de suas práticas pedagógicas com o objetivo de socializa-las com outros educadores.

“Acreditamos que a pesquisa pode trazer contribuições importantes para as demandas educacionais do século XXI, pois, a atividade de investigação tem o poder de formar melhores educadores, mudar práticas e gerar novas metodologias. O espaço aberto para experimentar e ousar promove reflexão pedagógica e renovação, estimulando novas formas de ver, entender e fazer educação”, destaca o Instituto Oi Futuro, em trecho da publicação.

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Em Recife, a abertura do evento contou com a participação do Secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amancio, do gestor de Educação do Oi Futuro, Fábio Campos e da gestora da unidade de ensino, Aldineide Queiroz. Já no Rio, o diretor pedagógico da Regional Metropolitana VI, Leonardo Trotta, e o vice-presidente do Oi Futuro, Roberto Terziani, deram boas-vindas ao público, abrindo a programação.

“O Oi Futuro foi criado em 2001 e desenvolve três programas importantes, no âmbito cultural, de sustentabilidade e de educação. O Nave deu início ao programa dupla escola do Rio de Janeiro e é desenvolvido em parceria com a Secretaria de Educação do Estado, com o apoio da PUC, do C.E.S.A.R e do planetapontocom. O projeto foi pensado para a formação do jovem no mundo contemporâneo. Por aqui já passaram mais de 1000 jovens que são encaminhados para o mercado profissional”, destacou Terziani.

Nas duas unidades, os estudantes e professores mostraram suas atividades, metodologias de ensino e trabalhos produzidos. Uma série de oficinas, como de games, roteiro e produção multimídia, também foi ministrada com o objetivo de socializar conhecimentos e métodos.

Segundo a estudante Larissa Moreira, do NAVE/Recife, a troca com os visitantes é a parte mais bacana do Nave de Portas Abertas. “O melhor momento é quando você explica como a escola funciona e as coisas que fazemos ao longo do ano para os jovens que desejam entrar na escola. Eles ficam encantados e saem comentando que querem muito estudar aqui. A gente fica contente, né”.  Sentimento compartilhado pela colega carioca, Letícia Coelho, aluna do primeiro ano do Ensino Médio: “Está sendo muito legal apresentar para outros alunos o que temos aqui dentro. Passamos a valorizar mais nossa escola e as muitas horas diárias de estudos”.

Fernanda Sarmento, coordenadora do programa Nave, faz coro às afirmações das estudantes: “É gratificante ver educadores, educandos e familiares dialogando sobre diversos aspectos, como a educação integral, a escola como espaço de criatividade e os desafios de mulheres que estudam e atuam na área Tecnológica”.

No Rio, foram realizadas três mesas-redondas. A primeira teve como título Como inovar dentro de um modelo tradicional de ensino. Participaram da discussão a secretária de Educação do Município do Rio de Janeiro, Helena Bomeny; o professor de Filosofia do Nave/Rio, Daniel Gaivota; e o aluno da 2ª série da unidade, Tobias Marconde. A mediação da mesa coube ao gestor de Educação do Oi Futuro, Fábio Campos.

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