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Metodologia

A metodologia de “Educação com e por meio de Causas” é resultado de um amplo trabalho de pesquisa, tendo como bases conceituais a Midiaeducação, a Educação Interdimensional, os princípios do MatrixWorks™ e o Método Sistêmico, entre outras. Esses referenciais teóricos sustentam uma prática pedagógica que concebe os ambientes de aprendizagem para muito além dos limites físicos da sala de aula, expandindo-os para os espaços públicos, para o ambiente virtual, para lugares e tempos que permitam a experimentação, as descobertas de novos objetos e de novas relações, a construção de novos significados, a formulação de novas questões que levem a novas respostas.

Princípios pedagógicos que norteiam o projeto:

  • problematização;
  • interdisciplinaridade;
  • contextualização;
  • pesquisa e trabalho;
  • autonomia;
  • protagonismo;
  • interação;
  • inclusão;
  • e multiletramento.

Na “Educação com e por meio de Causas”, a aprendizagem é baseada na solução de problemas. É uma abordagem centrada no aluno por meio de problemas propostos em situações motivadoras e desafiadoras. O programa propõe a integração da escola com a comunidade desde a sensibilização inicial até a intervenção e socialização de resultados, por meio de

  • Metodologias ativas e modelos híbridos – valorização do protagonismo do aluno no processo de aprendizado. Propõem a produção e compartilhamento de conhecimento de maneira autônoma e participativa.

 

  • Enfoque na Midiaeducação – formação para o uso ético, seguro, autoral e competente dos recursos e tecnologias da Informação e Comunicação bem como das redes sociais. As ações propostas contemplam metodologias ativas e que visam motivar os jovens como nas atividades de gamificação e similares.

 

  • Educação Interdimensional – articulação dos fins e dos meios da ação educativa, visando tornar real a experiência com base numa visão do homem, do mundo e do conhecimento consistente com as exigências dos novos tempos. As quatro competências básicas são: competências pessoais, competências relacionais, competências produtivas e competências cognitivas.

 

  • Princípios do MatrixWorks™ – constituição de grupos capazes de atuar como um sistema vivo harmônico, frmados por interações empáticas e vínculos solidários e fraternos como condição para a promoção de ambientes mais criativos e produtivos na educação.

 

  • Método Sistêmico – compreensão do fenômeno a partir da totalidade das interações entre as partes relevantes, visando alcançar a sua síntese. Pensar em termos de sistemas significa buscar respostas a questões em diferentes áreas do conhecimento, por meio da interdependência de vários fatores que não se limitam ao conteúdo de uma única disciplina.
  • Articulação com o currículo escolar – utilizando como referência os documentos com as diretrizes nacionais, bem como a proposta curricular da rede atendida. Os materiais e as formações docentes são produzidos e organizados buscando-se a mobilização de conteúdos e competências que devem ser trabalhados na escola – inseridos nos itinerários formativos – e podem subsidiar as ações do projeto.

  • Enfoque contextualizado – partindo-se do diagnóstico do rio próximo à escola mas não limitando-se ao contexto local ou aos saberes prévios dos alunos. A ideia é relacionar o bairro com o planeta e vice-versa e ampliar o quadro de referências socioculturais dos estudantes.

  • Abordagem interdisciplinar – considerando-se que o projeto parte de problematização da realidade levando à investigação que mobiliza diferentes campos do conhecimento e disciplinas/áreas curriculares e conduz a uma proposta de intervenção em conjunto com parceiros e comunidade.

  • Protagonismo estudantil – levando-se em conta que os alunos têm grande potencial e demandas por atividades que desenvolvam sua autonomia e viabilizem sua participação ativa, dando vez e voz às suas ideias, expectativas e sonhos em atividades interativas e instigantes. Uma das propostas é preparar os estudantes para atuarem como “guardiões dos rios”.

  • Integração com a comunidade – promovendo a ativação do território, busca de parcerias, sinergia com outras escolas que “compartilham” o mesmo rio, articulação intersetorial e mobilização das famílias dos estudantes.

  • Consolidação de valores – pautados na ética, sustentabilidade, empatia, solidariedade e justiça socioambiental a partir do entendimento que o EREM não é somente um projeto ambiental com foco nos recursos hídricos, mas um espaço e instrumento de pertencimento e vivência plena da cidadania.
  • Definindo o problema

    • Identificar um contexto significativo e questões norteadoras, tais como memória, pertencimento, poluição, enchentes, desabamentos…
    •  Priorizar a aprendizagem dos conteúdos previstos no Plano Curricular para o ano letivo em questão.
    • Ampliar o quadro de referências do aluno, relacionando a problemática local com impactos globais.

     

    Favorecendo a interdisciplinaridade

    • Identificar as áreas do conhecimento / disciplinas que efetivamente podem colaborar na investigação do problema e na pesquisa das questões norteadoras.
    • Mobilizar os professores parceiros para o desenvolvimento de ações conjuntas.
    • Entrelaçar conteúdos, podendo flexibilizá-los, antecipando assuntos de anos posteriores ou retomando os de anos anteriores.

     

     

     Desenvolvendo as ações

    • Definir a duração dos projetos considerando os diferentes anos da escola, de acordo com o previsto no planejamento.
    • Pesquisar e selecionar as fontes de informação, em diferentes formas e suportes, incluindo os digitais e tecnologias assistivas para favorecer a inclusão.
    • Vivenciar as atividades que favoreçam as diferentes aprendizagens e competências cognitivas e socioemocionais.
    • Registrar o percurso feito, construindo a “memória” do projeto, com diferentes recursos técnicos e linguagens.

     

     

    Avaliando em processo

    • Definir os indicadores, procedimentos e instrumentos a serem utilizados em consonância com os objetivos de aprendizagem indicados no planejamento.
    • Considerar diferentes níveis de avaliação, como metacognição e autoavaliação, e mensurá-las durante as etapas do processo.
    • Identificar as intervenções ocorridas na realidade e levantar novas questões a partir do conhecimento construído.

As ações de Monitoramento e Avaliação têm como foco acompanhar os indicadores quantitativos e qualitativos. O Plano de Monitoramento é desenvolvido em parceria com a Equipe da SME, de acordo com o cronograma de implementação do projeto nas escolas.

São eles: 

Quantitativos de:

  • escolas engajadas no projeto;
  • professores e alunos participantes das reuniões de planejamento;
  • ações de recuperação do rio;
  • conteúdos diversificados produzidos sobre o rio;
  • crianças e adolescentes envolvidas no processo de recuperação de seu rio.

 

Qualitativos em:

  • ação de intervenção da escola para recuperar/preservar o rio;
  • atuação da escola como um todo;
  • atuação dos professores por escola;
  • informação coletada e ações propostas;
  • mobilização do território demonstrada;
  • divulgação da história de rios na mídia ou em espaços de divulgação locais;
  • constituição de comissões e espaços de discussão sobre meio ambiente;
  • mobilização da comunidade.

Metas 2021 - 2023

2021
Revisão da plataforma digital de gestão do conhecimento – inclusão, revisão de conteúdos, gestão e manutenção

- Revisão de roteiros didáticos, de objetos de ensino e aprendizagem, e de conteúdos para formação dos professores e gestores em alinhamento com os materiais produzidos pela SME.

- Produção de objetos de ensino-aprendizagem, para os nove anos do Ensino Fundamental, para a Educação Infantil e para o EJA, em sinergia com os conteúdos produzidos pelos especialistas da SME para cada segmento.

- Atividades de formação de representantes das CREs, gestores e docentes para apresentação do projeto e ações previstas para 2022 nas escolas que estão ingressando.

- Socialização de experiências das escolas já atendidas.
2021
2022
- Ações de motivação de docentes e gestores, levando-os a refletir sobre suas práticas, a inovar metodologicamente e a trabalhar de forma interdisciplinar ressignificando o ensino e a aprendizagem.

- Ações de engajamento das nossas crianças e jovens na causa da preservação e recuperação do rio mais próximo a elas ao mesmo tempo em que aprendem os conteúdos curriculares e desenvolvem suas habilidades socioemocionais.

- Ampliação e divulgação da plataforma digital, consolidando como um espaço interativo de conteúdo georreferenciado contendo todas as informações sobre cada escola da rede e sobre todos os rios com seus contribuintes dentro dos limites do município propiciando com apenas um clique, a cada escola, identificar o rio mais próximo a ela.

- Criação dos processos de sistematização e disseminação das práticas exitosas inspirando outras localidades a replicar iniciativas análogas.

- Capacitação de articuladores e professores para a implementação e orientação para os procedimentos em cada etapa do projeto. - Motivação e mobilização de pelo menos 65% da Rede para trabalhar com o rio mais próximo, abastecer a plataforma com suas informações/descobertas sobre esse rio e desenvolver metodologias próprias para serem publicadas, também na plataforma.

- Aplicação de modelos de avaliação e monitoramento de todo o projeto.
2022
2023
Ampliar o universo de escolas engajadas no projeto, para que, a médio e a longo prazo a sociedade carioca possa transformar o Rio de Janeiro em uma das primeiras cidades, no Brasil, a ter seus corpos hídricos recuperados a partir da ação de suas escolas.

- Capacitação de articuladores e professores para a implementação e orientação para os procedimentos em cada etapa do projeto.

- Aplicação de modelos de avaliação e monitoramento de todo o projeto.
2023