Midiaeducação

Midiaeducação

Trata-se do desenvolvimento do trabalho educativo sobre os meios, com os meios e através dos meios. Entendemos o ser humano como o principal meio, produtor de linguagens verbais e não verbais. Por conseguinte, é também o principal objeto de investigação das práticas midiaeducativas do planetapontocom.

O cenário atual

Num mundo em que as informações e estímulos nos chegam em ritmo vertiginoso, através das mais variadas formas e linguagens, sem hora ou lugar marcado, é fundamental aprender a filtrar e interpretar criticamente os diferentes conteúdos. Da mesma forma, para se formar indivíduos críticos e autônomos é preciso garantir-lhes os instrumentos para pensar, questionar, expressar-se através de diversos meios e linguagens. Num país como o Brasil, de dimensões geográficas e culturais tão abrangentes, a inserção social, o acesso à informação e o diálogo qualificado com o outro tornam-se fundamentais para a conquista e o exercício da cidadania em todos os seus aspectos.

O papel da escola

Neste cenário, a escola destaca-se como ambiente de construção de valores e conhecimentos. Nele, podem ser discutidos e trabalhados os modos de apropriação de informações desenvolvidos por cada sujeito em sua interação com as mensagens recebidas dos meios em que vive. Também devem ser elaborados e desenvolvidos os recursos de linguagem necessários para que ele possa expressar para o mundo suas ideias, opiniões, desejos… Cada vez mais, o direito à expressão depende não só da apropriação técnica dos diferentes meios de comunicação, mas também do acesso aos códigos de linguagem próprios de cada um deles.

O professor

É importante que o professor, que é o profissional de educação que se encontra mais próximo dos alunos, compreenda melhor as mídias, suas linguagens e fundamentos técnicos. Só ao entender a complexidade desses novos mediadores na utilização pedagógica eles poderão capacitar-se para melhor gerir projetos midiaeducativos. É preciso dar aos professores elementos que os auxiliem a elaborar e introduzir inovações curriculares, passando a pensar em termos de habilidades e competências comunicativas a serem trabalhadas com os seus alunos. Também é preciso conscientizá-lo sobre seu papel  de catalisador de um processo de mudança cultural interno e peculiar a cada estudante.